Dolce Campo Real: Uma tacada de tranquilidade

Localizado a 30 minutos de Lisboa e a cerca de 20 minutos das praias do Oeste, o ID encontrou um lugar onde “excelência” é a palavra de ordem. No Dolce Campo Real, o golfe é o desporto rei.

Entre a cidade e o campo, numa paisagem tipicamente rural, encontra-se o Dolce Campo Real Resort. O seu nome surgiu “devido ao facto destes campos terem sido eleitos pelo Rei D. Dinis para realizar as suas caçadas”, conta Acácio Jr., de 55 anos, marshall dos campos de golfe do Dolce Campo Real, durante uma viagem de buggie, veiculo elétrico que permite aos golfistas viajar dentro do campo de golfe.

Este é um desporto de inverno e é nesta altura do ano que se verifica uma maior afluência de praticantes, a maioria deles oriundos dos países do Norte da Europa. “Jú”, como carinhosamente é tratado o marshall destes campos, explica que “a maior parte das pessoas que frequenta o golfe vem da Escandinávia. Lá, nesta altura, está a nevar e não é propício para o golfe, por isso, deslocam-se até cá à procura de sol”.

O golfe é um desporto de elite e o objetivo é simples: dar o menor número de tacadas possíveis na bola até entrar no buraco. “Um campo normal tem 18 buracos e é constituído por dois espaços, o tee e o green. Há uma divisão: entre homens profissionais e amadores; entre mulheres profissionais e amadoras.” Jú realça ainda que, “como em todos os desportos, o golfe também pode ser um desporto perigoso”.

Pelos terrenos do Campo Real são realizados bastantes torneios internos porque, para além de ter o hotel, tem ainda um clube agregado, o Golf Campo Real, “um clube formado por sócios que organiza torneios”, conta o responsável pelo bom funcionamento do campo de golfe.

Gonçalo Monteiro, de 20 anos, é um dos muitos praticantes de golfe. Para este desportista, “o Campo Real é dos campos mais desafiantes e acidentados da Grande Lisboa. É caracterizado por ser um campo curto, mas isso nem sempre se traduz em facilidade. Dotado de farways bastante estreitos e onde a margem de erro é mínima, acaba por ser um campo onde a estratégia ganha um papel preponderante no sucesso dos jogadores”.

Rodrigo Gomes, rececionista do hotel, explica que “as pessoas que visitam e fazem reservas para jogar golfe vêm essencialmente da Suécia, Finlândia e Reino Unido. Vêm pelas condições climatéricas e pelo preço acessível, tanto do hotel como das reservas para jogar golfe. Se forem sócios do clube é mais fácil, sai sempre mais barato. A época alta é, sem dúvida, o mês de março, abril e maio, porque nos países nórdicos nesta altura, é inverno cerrado e cá não”.

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Do 18 ao hotel… 

Aqui tudo é pensado ao pormenor, desde o facto do último buraco do campo, o 18, se encontrar de frente para a esplanada do restaurante, até à vista magnifica que proporciona ao golfista e a quem visita o Dolce Campo Real.

Longe do caos citadino, respira-se o sossego que tanto se preza. O ID pode comprovar. Os olhos alimentam-se do azul do céu e do verde do campo. É como uma pequena aldeia de que, para além do hotel e do vasto campo de golfe, fazem parte moradias onde habitam caras bastante conhecidas do nosso dia-a-dia. Este complexo hoteleiro inclui spa, piscina e os tão conceituados campos de golfe que mereceram distinção nos Global Brands Awards 2015, como melhor Golf Resort de Portugal. Os vários restaurantes e bares são as grandes atrações do hotel, desde o mais simples ao mais arriscado, desde o bar mais casual com esplanada e terraço ao mais festivo, na piscina.

O Campo Real trouxe à zona rural um enorme avanço, tanto ao nível do comércio local como no número de habitantes que cresceu abruptamente. Maria João, gerente de uma loja numa das aldeias vizinhas, considera que “o Campo Real foi uma mais-valia. A instalação de um resort de luxo nesta zona rural deu-nos prestígio e ajudou a dinamizar, criou imensos postos de trabalho a pessoas da freguesia e ainda aumentou significativamente o número de turistas. Não posso dizer que tenha notado um grande crescimento nas minhas vendas, até porque quem mora ou está instalado no Campo Real tem todas as condições, desde cafés, restaurantes, lojas, mas a realidade é que quase todos os dias passam aqui estrangeiros a pé que querem conhecer as vizinhanças do Campo Real e que dizem que isto é muito bonito”.

O Dolce ainda proporciona diversas atividades a quem por aqui passa, dinamizadas pela Rota do Oeste. Passeios de jipe, futebol, ténis e ainda um kids Club com tudo aquilo a que as crianças tem direito. A missão deste grupo hoteleiro vai de encontro ao objetivo do golfe: satisfazer o cliente no menor número de “tacadas”.

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