Com apenas 240 euros, Magda e Mariana viajaram uma semana pela Costa Vicentina. Sem nada planeado, arrumaram os sacos de campismo e resolveram aventurar-se, de Lisboa ao Algarve.
Magda e Mariana fizeram juntas a viagem pela Costa Vicentina com um amigo em comum. “Queríamos que fossem mais pessoas para enchermos o carro, de modo a dividirmos bem as despesas da gasolina, que é o mais aconselhável a fazer. Infelizmente, não conseguimos e acabámos por ir só nós os três.”

Magda, Mariana e um amigo no carro da viagem

“Fomos no carro da Mariana. Gastámos €150 em gasolina e €90 em comida. Arrumámos o carro com o essencial: o mínimo de roupa possível, os sacos de campismo, muita comida e água, e também as nossas pranchas”, conta Magda.
Os três companheiros saíram de Lisboa e seguiram para “Sesimbra, onde passámos o primeiro dia. Depois fomos para a Arrábida e, logo de seguida, para São Torpes, perto de Sines. Acabámos esse dia (o segundo) na Lagoa. Passámos a noite na praia e resolvemos lá ficar o dia seguinte também”, conta Magda.






“Tínhamos a intenção de conhecer as grutas de Benagil. Como os barcos turísticos custavam cerca de 20 e poucos euros por pessoa, preferimos poupar no dinheiro, pegámos nas pranchas e remámos até as grutas. Não vimos as 20 grutas, conseguimos ver só uma, mas foi a que queríamos ver, por isso valeu a pena. No quarto dia, passámos por Lagos e, depois, fomos para Portimão.”




“Depois de Portimão, arrancámos cedo para Sagres. Depois, passámos pela Praia do Amado, portanto, começámos a subir a costa e, logo de seguida, partimos para a Zambujeira do Mar, onde passámos a noite e dormimos no carro. No dia seguinte, fomos a Odeceixe, fomos de seguida ao Pego das Pias, uma cascata natural, e nessa noite dormimos em Vila Nova de Mil Fontes. No último dia, parámos em Porto Covo (Ilha do Pessegueiro), de seguida arrancámos para a Quinta do Conde e, de lá, seguimos logo para Lisboa”, relembra Mariana.












“Esta viagem foi enriquecedora porque testámos os nossos limites e não foi uma viagem «comum». Fizemos campismo selvagem e conhecemos melhor as pessoas com quem partilhámos esta experiência”, conta Mariana.
Magda também concorda e acrescenta: “Para mim, foi muito diferente, foi uma questão de aventura e sobrevivência, porque passar uma semana sem tomar banho… E também o facto de estarmos limitados e não termos acesso às coisas que temos diariamente, já que não ficámos em nenhuma casa, nem nada do género. Mas foi uma aventura e foi uma experiência muito gira. Conheces sítios que nunca pensaste conhecer. Há gente que não tem noção das coisas que existem em Portugal e o facto de explorarmos isso torna a nossa aventura ainda mais gratificante.”

Fotografias cedidas por Magda Antunes
