O voo de uma vida

Uns ficam pela Europa, outros escolhem outro continente. A experiência é sempre única, porém mais para uns do que para outros. Pedro fez Erasmus na Polónia: não gostou; Filipe estudou no Brasil: adorou. O ID foi saber porquê.

Chega a altura em que sentes que tens de sair da tua zona de conforto. “Voar” mais alto, deixar para trás a família e os amigos, tomar o controlo da tua própria vida. Ir estudar para fora é provavelmente o maior “salto” que podes dar na tua juventude.

Pedro e Filipe foram dois dos muitos jovens que não tiveram medo de “voar”. Pedro Antunes, 22 anos, seguiu para a Polónia durante um semestre. Filipe Rodrigues, 23 anos, foi até ao Rio de Janeiro e ficou entre Agosto de 2013 e Janeiro de 2014. Viveram ambos experiências únicas, mas diferentes.

Pedro foi até Rzeszow conhecer uma realidade diferente. Sente hoje que a experiência lhe mudou a maneira de reagir a certas situações, porém, a sua vida continuou da mesma maneira quando voltou ao seu país, Portugal.

Guardou como melhores momentos as viagens que fez com os amigos, tanto dentro da Polónia como fora.

A partida para a “aventura” foi a melhor parte da experiência: sair do seu país, viver sozinho, aprender a” sobreviver” sozinho. Acredita, contudo, que a experiência teve mais de mau do que de bom. Os dias “viram” noite às quatro horas da tarde, as pessoas são pouco sociáveis. Para Pedro, o choque cultural foi evidente .

Admite que uma das grandes batalhas foi a linguística. “Poucas pessoas sabem falar inglês!”, o que fez com que a comunicação entre ele e os habitantes de Rzeszow fosse sempre bastante difícil e até mesmo impeditiva.

No Rio, “há milhares de pessoas felizes que vivem a vida com alegria”

Filipe adorou o Rio de Janeiro. Começou por dizer isso mesmo: “Aviso já, gostei de tudo!”

Foi na Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola Politécnica que estudou durante os seis meses que lá viveu. Foi também lá que fez muitas amizades, tanto que não hesitava em voltar.

Escolheu partir pela aventura, pelo desafio, pela oportunidade de conhecer pessoas novas e pela experiência de vida. Não se arrependeu.

Guarda os convívios à noite ao som do samba, a beber uma “cerveja geladinha”. No Rio, “há milhares de pessoas felizes que levam a vida com alegria”, os melhores momentos foram aqueles em que se juntou às pessoas do Rio.

Para ele, o Rio de Janeiro é o paraíso. Porém, frisa que existem aspectos mais delicados. “A cidade do malandro”, como lhe chama, trouxe com ela a insegurança no dia-a-dia, algo que não estava habituado a sentir. Diz que nunca foi assaltado, contudo, acredita que essa “sorte” passou muito por saber com quem se dar, por onde andar e até a que horas o fazer. A única coisa que aconselha é um aumento de cuidado, de resto, “estão no paraíso”.

O Rio enriqueceu-o. “Uns chamam-lhe encanto.” Filipe acredita que há algo de especial que ninguém sabe explicar, não há outra cidade igual.

Pedro e Filipe viveram experiências semelhantes, com resultados diferentes. Pedro sente que nada mudou, Filipe nunca mais será o mesmo. Experiências diferentes, mas consideradas únicas.

Para mais informações sobre o programa de Erasmus, consulte o site da DGES. A Universia Portugal dá dicas para fazer as malas .

 

 

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